Quando falamos em gestão de resíduos no Brasil, um dado se destaca de forma expressiva: os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são, atualmente, o tipo de resíduo mais coletado no país em volume absoluto.
Os RSU englobam a maior parte do lixo gerado diariamente por residências, comércios e serviços, refletindo diretamente os hábitos de consumo da população e os desafios enfrentados pelas cidades na destinação correta desses materiais.
O volume de resíduos sólidos urbanos no Brasil
Em 2024, o Brasil gerou aproximadamente 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Desse total, cerca de 76,4 milhões de toneladas foram efetivamente coletadas, o que representa 93,7% de cobertura de coleta — um dos maiores volumes de resíduos gerenciados no país.
É importante destacar que esse número se refere exclusivamente aos resíduos sólidos urbanos. Resíduos líquidos industriais, sanitários ou efluentes seguem outros sistemas de manejo, como o tratamento de águas e esgoto, e não entram diretamente nesse cálculo. Por isso, as estatísticas nacionais ainda não apresentam um ranking consolidado que compare resíduos sólidos e líquidos sob um mesmo critério de volume.
Qual é o perfil dos resíduos sólidos urbanos coletados?
A composição dos RSU no Brasil revela um cenário que exige atenção estratégica. De acordo com estudos de composição gravimétrica, os resíduos sólidos urbanos apresentam, em média, o seguinte perfil:
- Matéria orgânica (≈45%)
É a fração predominante, composta por restos de alimentos, resíduos verdes, podas e materiais biodegradáveis. Essa alta presença impacta diretamente a destinação final, gerando chorume e emissões de gases quando descartada inadequadamente. - Resíduos recicláveis secos (≈33,6%), distribuídos principalmente entre:
- Plásticos: ~16,8%
- Papel e papelão: ~10,4%
- Vidro: ~2,7%
- Metais: ~2,3%
- Embalagens multicamadas: ~1,4%
- Outros resíduos (≈21,1%), que incluem:
- Têxteis, couros e borrachas: ~5,6%
- Rejeitos sanitários (fraldas, absorventes, resíduos de higiene): ~15,5%
O que esses dados significam para a gestão de resíduos?
O predomínio dos resíduos sólidos urbanos confirma que eles são o principal foco da gestão de resíduos no Brasil, superando em volume outras categorias monitoradas. Isso ocorre, em grande parte, porque resíduos líquidos seguem ciclos de manejo distintos e não são contabilizados junto aos RSU.
Outro ponto crítico é a alta fração orgânica, que representa quase metade de tudo o que é coletado. Sem tratamento adequado, esse material aumenta os impactos ambientais nos aterros sanitários. Por outro lado, quando bem gerido, pode ser direcionado para compostagem e valorização ambiental.
Além disso, cerca de um terço dos resíduos coletados é composto por materiais recicláveis, como plásticos, papel, vidro e metais. Esses números mostram um grande potencial de reaproveitamento, ainda pouco explorado devido às baixas taxas de reciclagem no país.
Gestão eficiente é estratégia, não custo
Os dados reforçam que investir em gestão eficiente de resíduos, segregação correta, destinação ambientalmente adequada e soluções integradas não é apenas uma exigência legal, mas uma estratégia essencial para reduzir impactos, otimizar recursos e fortalecer a sustentabilidade de empresas e municípios.
A Transresind atua justamente nesse ponto: oferecendo soluções completas para transformar dados, resíduos e desafios ambientais em processos mais seguros, eficientes e responsáveis.





