Resíduos sólidos urbanos: o principal volume coletado no Brasil e seus impactos na gestão ambiental

Resíduos sólidos urbanos: o principal volume coletado no Brasil e seus impactos na gestão ambiental

janeiro 29, 2026 Nenhum comentário

Quando falamos em gestão de resíduos no Brasil, um dado se destaca de forma expressiva: os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são, atualmente, o tipo de resíduo mais coletado no país em volume absoluto.

Os RSU englobam a maior parte do lixo gerado diariamente por residências, comércios e serviços, refletindo diretamente os hábitos de consumo da população e os desafios enfrentados pelas cidades na destinação correta desses materiais.

O volume de resíduos sólidos urbanos no Brasil

Em 2024, o Brasil gerou aproximadamente 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Desse total, cerca de 76,4 milhões de toneladas foram efetivamente coletadas, o que representa 93,7% de cobertura de coleta — um dos maiores volumes de resíduos gerenciados no país.

É importante destacar que esse número se refere exclusivamente aos resíduos sólidos urbanos. Resíduos líquidos industriais, sanitários ou efluentes seguem outros sistemas de manejo, como o tratamento de águas e esgoto, e não entram diretamente nesse cálculo. Por isso, as estatísticas nacionais ainda não apresentam um ranking consolidado que compare resíduos sólidos e líquidos sob um mesmo critério de volume.

Qual é o perfil dos resíduos sólidos urbanos coletados?

A composição dos RSU no Brasil revela um cenário que exige atenção estratégica. De acordo com estudos de composição gravimétrica, os resíduos sólidos urbanos apresentam, em média, o seguinte perfil:

  • Matéria orgânica (≈45%)
    É a fração predominante, composta por restos de alimentos, resíduos verdes, podas e materiais biodegradáveis. Essa alta presença impacta diretamente a destinação final, gerando chorume e emissões de gases quando descartada inadequadamente.
  • Resíduos recicláveis secos (≈33,6%), distribuídos principalmente entre:
    • Plásticos: ~16,8%
    • Papel e papelão: ~10,4%
    • Vidro: ~2,7%
    • Metais: ~2,3%
    • Embalagens multicamadas: ~1,4%
  • Outros resíduos (≈21,1%), que incluem:
    • Têxteis, couros e borrachas: ~5,6%
    • Rejeitos sanitários (fraldas, absorventes, resíduos de higiene): ~15,5%

 

O que esses dados significam para a gestão de resíduos?

O predomínio dos resíduos sólidos urbanos confirma que eles são o principal foco da gestão de resíduos no Brasil, superando em volume outras categorias monitoradas. Isso ocorre, em grande parte, porque resíduos líquidos seguem ciclos de manejo distintos e não são contabilizados junto aos RSU.

Outro ponto crítico é a alta fração orgânica, que representa quase metade de tudo o que é coletado. Sem tratamento adequado, esse material aumenta os impactos ambientais nos aterros sanitários. Por outro lado, quando bem gerido, pode ser direcionado para compostagem e valorização ambiental.

Além disso, cerca de um terço dos resíduos coletados é composto por materiais recicláveis, como plásticos, papel, vidro e metais. Esses números mostram um grande potencial de reaproveitamento, ainda pouco explorado devido às baixas taxas de reciclagem no país.

Gestão eficiente é estratégia, não custo

Os dados reforçam que investir em gestão eficiente de resíduos, segregação correta, destinação ambientalmente adequada e soluções integradas não é apenas uma exigência legal, mas uma estratégia essencial para reduzir impactos, otimizar recursos e fortalecer a sustentabilidade de empresas e municípios.

A Transresind atua justamente nesse ponto: oferecendo soluções completas para transformar dados, resíduos e desafios ambientais em processos mais seguros, eficientes e responsáveis.

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